Moção de apoio ao NCN

Perante os recentes ataques à estrutura física do Núcleo de Consciência Negra na USP, diversas entidades assinaram uma moção de apoio à luta e resistência da entidade. Para assinar, mande email para: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


Moção de solidariedade ao Núcleo de Consciência Negra

As entidades dos movimentos sindical, estudantil, popular, negro, LGBT e feminista, participantes da reunião estadual da Central Sindical e Popular, Coordenação Nacional de Lutas (CSP-Conlutas), no dia 11 de agosto, vêm a público denunciar os ataques que estão sendo feitos, pela reitoria da Universidade de S. Paulo, contra o Núcleo de Consciência Negra (NCN) e conclamar todos os movimentos sociais a cercarem a entidade de solidariedade e apoio, para garantir a continuidade de sua existência no interior da Universidade.

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Nós já sabíamos

Nós já sabíamos, desde 1993 que as Cotas para Negros nas Universidades Públicas Brasileiras eram Legítimas. Agora, são Legais. Foi por isso e para isso que fizemos o memorável almoço no Maksoud Plaza, em São Paulo, para lançarmos a proposta nacionalmente, numa sexta-feira, 19 de novembro, de 1993 e não pagamos a conta.

Apesar de todas as dificuldades e críticas que se interpuseram em nosso caminho, aqueles 10 militantes negros e um branco, homens e mulheres, acreditaram e agiram para mudar o quadro político e sócio-racial brasileiro e indicaram qual o caminho a seguir para se alcançar a efetiva equidade: A luta.

Estamos de Parabéns e cada vez mais conscientes de que isso é só o início. Afinal, em 512 anos de História, foram 388 anos de trabalho dos nossos antepassados escravizados e uma herança de 124 anos de exclusão e expropriação social. Está na hora de efetivarmos a tal democracia racial, com acesso à escola, à saúde, ao trabalho, à cultura, enfim, à felicidade.

Um forte abraço para todos os 11 militantes do Núcleo de Consciência Negra na USP, pioneiros na década, na Luta por Cotas para Negros nas Universidades e para Todos os que juntos Lutaram e Lutam contra todas as formas de Racismo que mascaram as instituições, os partidos políticos, os currículos escolares, as práticas religiosas, as relações de trabalho, as relações familiares, entre outras. Com a certeza de que a Luta Continua.

Texto escrito por Luiz Carlos dos Santos, membro-fundador do Núcleo de Consciência Negra.

Reparações

Este texto foi escrito por Regina Lúcia dos Santos em 12 de novembro de 2011.

Já faz algum tempo que me cobro escrever sobre reparações e agora eu tenho essa possibilidade. Primeiro é necessário que separemos algumas categorias que andam meio emboladas como se fossem a mesma coisa: Reparações, políticas públicas, ações afirmativas - entre elas cotas .

Reparação - é devido aos africanos em África e na diáspora pelos crimes de escravização e colonização, considerados crimes de lesa humanidade pela III Conferencia Mundial contra o Racismo, Xenofobia e Intolerancias Correlatas, Durban, 2001.Quem comete crime repara o crime cometido e os Estados europeus,seus sucessores como o Brasil e outros, e norte americano devem reparar o crime cometido em África e nos seus territórios contra os africanos e seus descendentes.

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Pela implementação de ações afirmativas e cotas raciais nas universidades públicas!

 Assine a petição pública!

São Paulo é o Estado com maior população negra do Brasil, com cerca de 14,5 milhões de afro-brasileiros/as, que tiveram seus antepassados escravizados – em torno de 34,6% da população de 42 milhões de paulistas, de acordo com o IBGE. Só na Capital, são 4 milhões de negros/as.

Segundo todos os indicadores socioeconômicos, ganhamos menos para as mesmas funções, padecemos das piores condições de vida e moradia e estamos ausentesdos espaços políticos e da representação do poder. Tal situação beira a barbárie quando observamos as condições das mulheres negras, duplamente vitimada por conta do machismo. Ao mesmo tempo essa mesma população, em especial a juventude, é vítima da política de segurança pública do estado, que encarcera, tortura e mata, numa proporão de 3 por 1, se comparado às vítimas não negras.

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Repúdio pelo assassinato de estudante angolana Zulmira e apoio à nota do IDDAB

Texto publicado pelo Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC) em 25 de maio de 2012

O Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante (CDHIC), uma organização da sociedade civil que tem como objetivo promover e articular ações que visem à construção de políticas públicas migratórias em respeito os Direitos Humanos dos imigrantes e suas famílias no Brasil torna público seu repúdio diante do fato noticiado dia 22 de maio, em que a jovem angolana Zulmira Cardoso foi morta e outros quatro imigrantes angolanos foram gravemente feridos em um bar na região do Brás, em São Paulo.

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O NCN no STF, quando o Brasil ganhou do DEM

(Texto escrito por Leandro Salvático)

Representei o Núcleo de Consciência Negra da USP no SuperiorTribunal Federal (STF) no dia 26 de Abril de 2012, durante o julgamento da liminar aberta pelo Partido Democratas (DEM) contra as Cotas Raciais implementadas na Universidade Federal de Brasília (UnB). Cotas esses, em vigor desde 2004 como um esforço admirável daquela Universidade para eliminar as injustiças praticadas no Brasil contra as minorias.

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