Atividades

Lançamento do livro "O mito da democracia racial" de Wilson Honório

No próximo dia 27 ocorrerá o lançamento do livro "O mito da democracia racial - Um debate marxista sobre raça, classe e identidade" com a presença do escritor do livro e militante do Wilson Honório. Além da mesa contaremos com exemplares do livro para serem adquiridos.
O Brasil é um país sem racismo, como dizem? Neste livro, Wilson Honório da Silva combate este mito de que viveríamos numa democracia racial, denunciando o racismo de nosso país e debatendo, desde uma perspectiva marxista, as bases que permitiram que este mito se tornasse o principal sustentáculo ideológico da opressão racial em nosso país. Em artigos que questionam diversos aspectos da questão racial – suas origens históricas, a questão da autodeclaração racial, a história da tradição marxista no combate ao racismo e a adoção do mito da democracia racial pela intelectualidade brasileira – o autor põe este livro a serviço da construção de um programa de luta contra o racismo que seja, ao mesmo tempo, anticapitalista e revolucionário.

 

 

Comunicação e Negritude

É inegável a importância da mídia em nosso país. Por maior que tenha sido o crescimento da internet e das mídias sociais nos últimos tempos a comunicação tradcional, representada pela televisão aberta e pelos jornais impressos, ainda possui uma grande influência no nosso cotidiano e na formação da opinião da sociedade.
É notório que a comunicação brasileira é feita por brancos e para brancos. Apesar de sempre se dizer neutra, imparcial ao observarmos como os temas tocantes a negritude são tratados como: genocídio da juventude negra, cotas e mesmo a questão da representatividade negra na televisão vemos que a comunicação não nos abarca e mais do que isso serve para propagandear o discurso de manutenção dos privilégios. 
Sendo assim, é muito importante discutirmos como os temas comunicação e negritude se ligam, ou não se ligam, e para isso contaremos com os seguintes convidados e convidadas:
- Moisés da Rocha: radialista, apresentador do programa "O Samba Pede Passagem" , na Rádio USP;
- Oswaldo Faustino: jornalista e escritor, com passagens, entre outros, pela reportagem da Folha de SP e de O Estado de SP;
- Luciana Araújo: Jornalista, integrou o Núcleo Impulsor em São Paulo da Marcha das Mulheres Negras em 2015.
- Luka Franca: Luka Franca, jornalista, militante feminista e antirracista e blogueira.
 

I Seminário de Negros e Negras na USP

 

O Núcleo de Consciência Negra compôs a organização e a construção do I Seminário de Negros e Negras na USP em conjunto com vários Movimentos que se encontram dentro e fora da USP. Foi uma programação muita intensa e cheia de aprendizados. Muitas das discussões se deu em torno dos problemas que o povo preto ainda enfrenta nessa sociedade Capitalista, Racista, Machista e Homofóbica. 

Nossa luta vem de longe e não pode parar. Que venham mais seminários, atividades, encontros e manifestações para mostrar que o nosso povo preto nunca aceitou a condição discriminação que tentam impor para nós.

 Contra o Genocídio da População Pobre e Preta e Contra a redução da Maioridade Penal!!! 

 

 

 

 

 

 

 

Pré-estréia USP - 7%

USP - 7%

13 de Abril de 2015

18h

No dia 13/4 (segunda-feira) faremos a primeira exibição pública do documentário USP 7%. O Curta-metragem retrata a luta pela reserva de vagas para estudantes negros na Universidade de São Paulo. Haverá ainda debate com os diretores do filme e membros da Frente Pró-Cotas.

18h no Núcleo de Consciência Negra - Avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, bloco 3, Cidade Universitária.
(Próximo a FEA, atrás do prédio em construção)

Encarceramento em Massa e Genocídio da População Preta

 Dia 28 de Novembro, o NÚCLEO DE CONSCIÊNCIA NEGRA, fechou o mês com uma atividade para tratar de um assunto que temos como uma de nossas prioridades, que é a luta contra o Genocídio da População Pobre e Preta. O debate girou em torno de uma das faces do Genocídio que é o Encarceramento em Massa.

Para compor a atividade convidamos a Jornalista Carolina, do Jornal A Ponte, que nos mostrou dados de como a imprensa trata a questão racial. O assunto que mais aparece nos jornais é sobre Cotas, e na maioria das vezes mostrando ser contra essa política de acesso. Raramente convidam o Movimento Negro para opinar. Quando se trata de violência, não se preocupam em detalhar sobre características como a cor da vítima, por isso muitas vezes se torna difícil convencer a população de que há um genocídio da População Preta, pois só mostram que as chacinas ocorrem nas periferias, portanto a violência ocorre com a População Pobre, independente de cor, mas sabemos que não é somente isso. É nítido que há uma tentativo de manipular e encobrir uma política de Estado, e de naturalizar a morte de jovens pretos da periferia. Por isso se faz necessário uma luta conjunta e organizada de todos que são contra o racismo institucional e perverso que mata a população negra todos os dias, seja através da violência policial, ou através da falta de saúde e moradia.

Também participou da atividade a Advogada Dinal Alvez, que além de Militante da Uneafro faz Mestrado sobre as Mulheres Encarceradas. Desde o inicio de sua fala deixou nítido que não pretendo com o trabalho tratar essas mulheres que tanto sofrem, como objeto de estudo e sim tem como objetivo utilizar seu mestrado para que de alguma forma seja denunciado e para que o Movimento Negro tome como prioridade essa luta, contra o Encarceramento em Massa e as diversas prisões injustas e que ocorrem de maneira ilegal, com torturas e humilhações. Nos trouxe relatos que nos permitiu ter uma ideia de como funciona esse processo de prisão de mulheres que em sua maioria são negras, pobres e que tiveram pouco chances para acessar a educação formal. Nos deixou revoltados quando nos relatou sobre o descaso do Estado em relação a essas mulheres. Sabemos que são vítimas do próprio Estado, porém são tratadas como criminosas que ameaçam a sociedade. Essa face do genocídio contra a Mulher Negra, para além do encarceramento em massa, se dá através da falta de saúde e também através de toda sobrecarga que a mulher tem que enfrentar quando seus filhos e filhas são mortos ou encarcerados, pois a responsabilidade sempre caí sobre a mãe, nessa sociedade machista. 

Membro da Gestão e Educador da Fundação CASA, Everton dos Santos nos trouxe um pouco da realidade dos meninos que tem suspenso seu direito de viver com a família e com amigos. Em absoluta maioria as histórias se repetem, não por coincidência, mas por projeto político de Estado. São filhos de famílias que vem do Nordeste, Pretos e Pobres. São vítimas de uma sociedade que os abandonam desde o momento do parto, quando não são a assistência que suas mães precisam, não oferecem uma educação de qualidade e que faça com que se reconheçam enquanto sujeito histórico e capaz de transformar essa sociedade racista, pelo contrário, permite com esses jovens encontrem somente no crime organizado a atenção que o Estado não se preocupa em dar. São meninos pretos, pobres e que passam por uma rotina que os tratam como qualquer coisa, menos como seres humanos.

O Núcleo de consciência Negra quer agradecer a oportunidade que os convidados e convidadas nos proporcionaram. Sabemos que a luta deve seguir para além dos debates, mas que esses momentos sirvam para nos fortalecer e para nos organizar cada vez mais para enfrentar esse racismo perverso que tenta nos eliminar pouco a pouco, através do extermínio, pelo braço armado do Estado, pela falta de atendimento ou por sermos atendidos de forma desumana pelos profissionais da saúde, pela falta de respeito com a nossa cultura e história africana dentro das salas de aula ou pela falta de direito a cidade. Vamos humanizar os discursos e fortalecer essa luta que seja faz necessária todos os dias e em todos os espaços.

Essa atividade faz parte da Campanha Nacional pela Liberdade do Preso Político e Negro Rafael Braga!! 

Atividade Contra o Genocídio da População Preta

Curso de Swahili

Cartaz: Curso de Swahili

Amigas e amigos do NCN,

O Núcleo de Consciência Negra, em parceria com o professor Petench Ngandu, oferece o Curso de Língua e Cultura Swahili. Este curso foi elaborado com o objetivo de ampliar nosso conhecimento sobre a cultura africana na atualidade, através do estudo da cultura swahili. Este idioma, de origem banto, é considerado a língua comercial de maior importância na região oriental africana e uma das línguas de trabalho da União Africana. É um dos idiomas oficiais do Quênia, da Tanzânia e de Uganda e é também falado com frequência nas áreas urbanas do Burundi e de Ruanda, no sul da Somália até ao norte de Moçambique (ao longo do litoral de África oriental), na Zâmbia e no sul da Etiópia.

O professor Petench Ngandu é congolês, formado na Université de Lubumbashi e nos orientará nesta caminhada.

Para mais informações fale conosco pelos telefones 3091-4291 ou 95866-8863 (TIM), após as 14h.

Curso de iniciação à Matemática 2014

Cartaz Curso Matemática NCN 2014

Este curso aborda os conteúdos do Ensino Fundamental (antigo Ginásio) que são mais utilizados no nosso dia-a-dia. Ele é voltado para todas as pessoas que gostariam de ter um conhecimento básico da Matemática, mesmo para aqueles que concluíram o Ensino Fundamental.

O curso pode auxiliar estudantes que estão se preparando para o Vestibular ou que estão interessados em prestar concurso público de nível Fundamental, porém o foco principal é iniciar os alunos na Linguagem Matemática, para que possam entender seus conceitos e realizar suas operações.

Os tópicos abordados são:

  • Operações básicas: soma, subtração, multiplicação e divisão
  • Números naturais, inteiros (negativos), frações e números decimais
  • Potenciação e Radiciação (raiz quadrada)
  • Equação do 1º grau

Horário das aulas: sábados das 13h30 às 16h30

Período de aulas: de 10/05/2014 a 27/09/2014

INSCRIÇÕES ABERTAS

Horário de atendimento: segunda à sexta, das 14h às 21h

Local: Núcleo de Consciência Negra na USP

Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, bloco 3 - Cidade Universitária - Butantã (atrás da FEA)

Tel: 3091-4291

Site: www.ncn.org.br

E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Curso de História e Cultura Africanas

"Em termos práticos e no sentido amplo, deixando de lado as exceções como os professores do perfil de Kabengele Munanga, Wilson Barbosa, Milton Santos, Eunice Prudente, Denis de Oliveira, e alguns poucos outros (aos quais rendemos nossas homenagens), nada de relevante tem sido feito em toda a trajetória da USP sobre a população negra, o lugar do negro na produção, na participação histórica, na produção de conhecimento e na transmissão deste. Muitas questões sobre o significado da população negra na sociedade atual são de praticamente total descaso intelectual - desta e de outras universidades brasileiras.

Neste descaso temos a formação de gerações, a socialização e a compreensão das origens. Uma compreensão das relações sociais que seja despoluída de eurocentrismos, de racismo anti-negro e de brancocentrismos brasileiros, de demagogias sobre a igualdade nacional produzida pela suposta mestiçagem - que teria hibridado as populações sem ter o mesmo efeito sobre as contas bancárias - sobre a propriedade, sobre o domínio da cultura e sobre a própria estrutura da universidade brasileira, uma tal compreensão despoluída passa por uma revisão do nosso conhecimento sobre história e cultura africanas.

Embora exista uma lei a respeito, e mesmo havendo cadeiras no currículo universitário sobre o assunto, permanece a ser realizada a tarefa de difusão das história e cultura africanas. Os passos tímidos neste sentido são explicados pela dificuldade. As barreiras estão no embate secular de campos ideológicos: qual Brasil, para quem e com que tipo de democracia deseja-se construir?"

O prof. Henrique Cunha Jr formou-se em Engenharia Elétrica pela USP (São Carlos) e em Sociologia pela Unesp (Araraquara). É mestre em História, fez doutorado em Engenharia na França e livre-docência na USP. É professor titular na Universidade Federal do Ceará. Dirigiu grupos de teatro amador no movimento negro na década de 1970 e foi membro do Grupo Congada de São Carlos. Participou da fundação do Núcleo de Consciência Negra na USP e da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, tendo sido seu primeiro presidente. É autor de diversos livros sobre a temática racial.

Cartaz curso Henrique Cunha Jr Historia e Cultura Africanas

Clovis Moura e as raízes do protesto negro

O Núcleo de Consciência Negra convida para a atividade "Clovis Moura e as raízes do protesto negro", por Márcio Farias.

 

Data: 13 de fevereiro de 2014
Horário: 18:00
Local: Núcleo de Consciência Negra
Avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, bloco 3, Cidade Universitária, São Paulo - SP
email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
telefone: (11) 958668863
(11) 30914291
facebook:
/nucleodeconsciencianegra

 

Clóvis Steiger de Assis Moura. Nasceu em 1925, em Amarante, Piauí. Ainda criança, Moura mudou-se com a família para Natal, onde residiu de 1935 a 1941. Iniciou seus estudos num colégio de padres Maristas, o Colégio Santo Antônio. Neste colégio fundou o Grêmio Cívico-Literário 12 de Outubro, onde eram realizadas reuniões semanais para discussão de literatura e política.

Mudou-se para Salvador em 1942, quando tinha 17 anos. Na Bahia, Clóvis Moura entrou para a Faculdade de Direito, em 1944, curso que não concluiu. Naquele mesmo ano ingressou na carreira jornalística, trabalhando no jornal. O Momento, diário do Partido Comunista do Brasil. Foi seu primeiro contato com o PCB, e contribuiu para aprofundar-se na teoria marxista e nas discussões envolvendo o movimento comunista internacional. Em 1945 tornou-se militante partidário, aos 20 anos. Para pensar a história do Brasil, Clóvis Moura empreendeu uma análise apoiada na base marxista.

Através da análise dos quilombos e das numerosas insurreições dos escravizados, ele propôs uma nova interpretação da formação da sociedade brasileira. O conceito de luta de classes foi usado como central para a interpretação desses movimentos, que representariam o processo mais agudo da luta de classes no tempo da escravidão. Observou ele que a sociedade brasileira se formou através de uma contradição fundamental, senhores contra escravos, as demais contradições sendo decorrentes desta. A violência seria um aspecto central do sistema escravista. Neste sentido, num momento em que o Brasil ainda encontra dificuldades para se tornar uma democracia plena com a participação efetiva de todos, o legado de teórico de Clovis Moura, se faz imprescindível.

Links:

 

Atividade Clovis Moura

 

Curso de iniciação à matemática

Este curso aborda os conteúdos do Ensino Fundamental (antigo Ginásio) que são mais utilizados no nosso dia-a-dia. Ele é voltado para todas as pessoas que gostariam de  ter um conhecimento básico da matemática, mesmo para aqueles que concluíram o Ensino Fundamental, mas não conseguiram ou não puderam apreender o conteúdo devidamente.
O curso pode auxiliar estudantes que estão se preparando para o Vestibular ou pessoas que estão interessadas em prestar concurso público de nível Fundamental, porém o  foco principal é iniciar os alunos na Linguagem Matemática, para que possam entender seus conceitos e realizar suas operações.

Os tópicos abordados são:

  • Operações básicas: soma, subtração, multiplicação e divisão
  • Números naturais, inteiros e frações
  • Potenciação e Radiciação
  • Equação do 1º grau
  • Regra de 3
  • Porcentagem

Horário das aulas: sábados das 13h30 às 16h30
Período de aulas: de 17/08/2013 a 07/12/2013

INSCRIÇÕES ABERTAS
Horário de atendimento: segunda à sexta, das 14h às 21h

Local: Núcleo de Consciência Negra na USP
Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, bloco 3 - Cidade Universitária - Butantã (atrás da FEA)
Tel: 3091-4291
Site: www.ncn.org.br
E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

curso matematica 201302