Nota de Repúdio do NCN sobre a abordagem policial racista, ocorrida no dia 9 de Janeiro de 2012

Categoria: Notas

A Polícia Militar está, pouco a pouco, mostrando à sociedade a razão pela qual ela foi colocada dentro do campus Butantã da Universidade de São Paulo pelo governo do estado. O suposto princípio de segurança do qual a reitoria se utiliza para combater a violência é na verdade uma fonte de violência e nós devemos nos perguntar quem, de fato, são os atingidos por ela.

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Carta do NCN em resposta ao Boletim USP Destaques nº50 - 08/02/2012

Categoria: Notas

A recente campanha política via web lançada pelo Núcleo de Consciência Negra (NCN) para a permanência de seu espaço no campus Butantã da Universidade de São Paulo serviu para trazer a tona o histórico de resistência da entidade. Além disso, revelou a permanente tentativa de consolidação de convênio junto a USP que o NCN espera solucionar há mais de 15 anos.

No dia 20 de janeiro, a Assessoria de Imprensa da Reitoria divulgou para toda a comunidade uspiana o “Boletim USP Destaques no. 50”. O informativo presta “esclarecimento” à “Nota Pública do Núcleo de Consciência Negra sobre a tentativa de demolição do seu barracão na USP”, assinada, na realidade, por toda a coordenação da entidade e não apenas pelo eng. Leandro Salvático (um dos coordenadores), citado explicitamente no documento da reitoria. Vale atentar que dezenas de entidades, intelectuais, coletivos e indivíduos assinam tal nota pública.
O informativo da USP também busca, à sua maneira, tornar público o histórico do NCN no âmbito da Universidade. Porém, pelo conteúdo das informações do referido Boletim, faz-se necessário um pronunciamento público da atual coordenação do Núcleo de Consciência Negra.

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Lançamento do livro "O mito da democracia racial" de Wilson Honório

Categoria: Atividades

No próximo dia 27 ocorrerá o lançamento do livro "O mito da democracia racial - Um debate marxista sobre raça, classe e identidade" com a presença do escritor do livro e militante do Wilson Honório. Além da mesa contaremos com exemplares do livro para serem adquiridos.
O Brasil é um país sem racismo, como dizem? Neste livro, Wilson Honório da Silva combate este mito de que viveríamos numa democracia racial, denunciando o racismo de nosso país e debatendo, desde uma perspectiva marxista, as bases que permitiram que este mito se tornasse o principal sustentáculo ideológico da opressão racial em nosso país. Em artigos que questionam diversos aspectos da questão racial – suas origens históricas, a questão da autodeclaração racial, a história da tradição marxista no combate ao racismo e a adoção do mito da democracia racial pela intelectualidade brasileira – o autor põe este livro a serviço da construção de um programa de luta contra o racismo que seja, ao mesmo tempo, anticapitalista e revolucionário.

 

 

Comunicação e Negritude

Categoria: Atividades
É inegável a importância da mídia em nosso país. Por maior que tenha sido o crescimento da internet e das mídias sociais nos últimos tempos a comunicação tradcional, representada pela televisão aberta e pelos jornais impressos, ainda possui uma grande influência no nosso cotidiano e na formação da opinião da sociedade.
É notório que a comunicação brasileira é feita por brancos e para brancos. Apesar de sempre se dizer neutra, imparcial ao observarmos como os temas tocantes a negritude são tratados como: genocídio da juventude negra, cotas e mesmo a questão da representatividade negra na televisão vemos que a comunicação não nos abarca e mais do que isso serve para propagandear o discurso de manutenção dos privilégios. 
Sendo assim, é muito importante discutirmos como os temas comunicação e negritude se ligam, ou não se ligam, e para isso contaremos com os seguintes convidados e convidadas:
- Moisés da Rocha: radialista, apresentador do programa "O Samba Pede Passagem" , na Rádio USP;
- Oswaldo Faustino: jornalista e escritor, com passagens, entre outros, pela reportagem da Folha de SP e de O Estado de SP;
- Luciana Araújo: Jornalista, integrou o Núcleo Impulsor em São Paulo da Marcha das Mulheres Negras em 2015.
- Luka Franca: Luka Franca, jornalista, militante feminista e antirracista e blogueira.
 

I Seminário de Negros e Negras na USP

Categoria: Atividades

 

O Núcleo de Consciência Negra compôs a organização e a construção do I Seminário de Negros e Negras na USP em conjunto com vários Movimentos que se encontram dentro e fora da USP. Foi uma programação muita intensa e cheia de aprendizados. Muitas das discussões se deu em torno dos problemas que o povo preto ainda enfrenta nessa sociedade Capitalista, Racista, Machista e Homofóbica. 

Nossa luta vem de longe e não pode parar. Que venham mais seminários, atividades, encontros e manifestações para mostrar que o nosso povo preto nunca aceitou a condição discriminação que tentam impor para nós.

 Contra o Genocídio da População Pobre e Preta e Contra a redução da Maioridade Penal!!! 

 

 

 

 

 

 

 

Pré-estréia USP - 7%

Categoria: Atividades

USP - 7%

13 de Abril de 2015

18h

No dia 13/4 (segunda-feira) faremos a primeira exibição pública do documentário USP 7%. O Curta-metragem retrata a luta pela reserva de vagas para estudantes negros na Universidade de São Paulo. Haverá ainda debate com os diretores do filme e membros da Frente Pró-Cotas.

18h no Núcleo de Consciência Negra - Avenida Professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, bloco 3, Cidade Universitária.
(Próximo a FEA, atrás do prédio em construção)

Encarceramento em Massa e Genocídio da População Preta

Categoria: Atividades

 Dia 28 de Novembro, o NÚCLEO DE CONSCIÊNCIA NEGRA, fechou o mês com uma atividade para tratar de um assunto que temos como uma de nossas prioridades, que é a luta contra o Genocídio da População Pobre e Preta. O debate girou em torno de uma das faces do Genocídio que é o Encarceramento em Massa.

Para compor a atividade convidamos a Jornalista Carolina, do Jornal A Ponte, que nos mostrou dados de como a imprensa trata a questão racial. O assunto que mais aparece nos jornais é sobre Cotas, e na maioria das vezes mostrando ser contra essa política de acesso. Raramente convidam o Movimento Negro para opinar. Quando se trata de violência, não se preocupam em detalhar sobre características como a cor da vítima, por isso muitas vezes se torna difícil convencer a população de que há um genocídio da População Preta, pois só mostram que as chacinas ocorrem nas periferias, portanto a violência ocorre com a População Pobre, independente de cor, mas sabemos que não é somente isso. É nítido que há uma tentativo de manipular e encobrir uma política de Estado, e de naturalizar a morte de jovens pretos da periferia. Por isso se faz necessário uma luta conjunta e organizada de todos que são contra o racismo institucional e perverso que mata a população negra todos os dias, seja através da violência policial, ou através da falta de saúde e moradia.

Também participou da atividade a Advogada Dinal Alvez, que além de Militante da Uneafro faz Mestrado sobre as Mulheres Encarceradas. Desde o inicio de sua fala deixou nítido que não pretendo com o trabalho tratar essas mulheres que tanto sofrem, como objeto de estudo e sim tem como objetivo utilizar seu mestrado para que de alguma forma seja denunciado e para que o Movimento Negro tome como prioridade essa luta, contra o Encarceramento em Massa e as diversas prisões injustas e que ocorrem de maneira ilegal, com torturas e humilhações. Nos trouxe relatos que nos permitiu ter uma ideia de como funciona esse processo de prisão de mulheres que em sua maioria são negras, pobres e que tiveram pouco chances para acessar a educação formal. Nos deixou revoltados quando nos relatou sobre o descaso do Estado em relação a essas mulheres. Sabemos que são vítimas do próprio Estado, porém são tratadas como criminosas que ameaçam a sociedade. Essa face do genocídio contra a Mulher Negra, para além do encarceramento em massa, se dá através da falta de saúde e também através de toda sobrecarga que a mulher tem que enfrentar quando seus filhos e filhas são mortos ou encarcerados, pois a responsabilidade sempre caí sobre a mãe, nessa sociedade machista. 

Membro da Gestão e Educador da Fundação CASA, Everton dos Santos nos trouxe um pouco da realidade dos meninos que tem suspenso seu direito de viver com a família e com amigos. Em absoluta maioria as histórias se repetem, não por coincidência, mas por projeto político de Estado. São filhos de famílias que vem do Nordeste, Pretos e Pobres. São vítimas de uma sociedade que os abandonam desde o momento do parto, quando não são a assistência que suas mães precisam, não oferecem uma educação de qualidade e que faça com que se reconheçam enquanto sujeito histórico e capaz de transformar essa sociedade racista, pelo contrário, permite com esses jovens encontrem somente no crime organizado a atenção que o Estado não se preocupa em dar. São meninos pretos, pobres e que passam por uma rotina que os tratam como qualquer coisa, menos como seres humanos.

O Núcleo de consciência Negra quer agradecer a oportunidade que os convidados e convidadas nos proporcionaram. Sabemos que a luta deve seguir para além dos debates, mas que esses momentos sirvam para nos fortalecer e para nos organizar cada vez mais para enfrentar esse racismo perverso que tenta nos eliminar pouco a pouco, através do extermínio, pelo braço armado do Estado, pela falta de atendimento ou por sermos atendidos de forma desumana pelos profissionais da saúde, pela falta de respeito com a nossa cultura e história africana dentro das salas de aula ou pela falta de direito a cidade. Vamos humanizar os discursos e fortalecer essa luta que seja faz necessária todos os dias e em todos os espaços.

Essa atividade faz parte da Campanha Nacional pela Liberdade do Preso Político e Negro Rafael Braga!! 

Atividade Contra o Genocídio da População Preta